Formação e piso são ações para valorizar carreira docente
24/05/11
A valorização dos profissionais da educação é defendida de forma permanente pelo Ministério da Educação e faz parte das diretrizes do projeto de lei do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2010), que tramita no Congresso Nacional desde dezembro de 2010.
O Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) é uma das ações do MEC com objetivo de valorizar os professores. Por meio do Parfor, professores em exercício em escolas públicas que não possuam formação adequada à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/1996) têm acesso a cursos superiores gratuitos que incluem todas as licenciaturas das áreas de conhecimento da educação básica, nas modalidades presencial e a distância.
Coordenado pela Capes, o Parfor oferece cursos de primeira licenciatura para professores sem graduação, de segunda licenciatura para licenciados que atuam fora de sua área de formação, e de formação pedagógica, para bacharéis sem licenciatura. O plano é realizado em parceria com secretarias de educação estaduais e municipais e instituições públicas de educação superior, que recebem recursos adicionais do MEC, para esse fim.
O Programa de Consolidação das Licenciaturas (Prodocência) é outra medida adotada pelo MEC que contribui para o reconhecimento do trabalhador do magistério. Voltado a instituições federais, estaduais e municipais de ensino superior que possuam cursos de licenciatura, o programa da Capes contribui para a elevação da qualidade dos cursos de licenciatura, por meio de fomento a projetos institucionais no sentido de valorizar a formação e reconhecer a relevância social dos profissionais do magistério da educação básica.
Já o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), também da Capes, oferece bolsas de iniciação à docência a alunos de licenciatura, para que desenvolvam projetos em escolas de educação básica. O Pibid também oferece bolsas a coordenadores e supervisores responsáveis pelo programa nas instituições.
Outra iniciativa voltada ao fortalecimento do magistério é a concessão de bolsas de mestrado profissional a distância para professores da educação básica de escolas públicas. As bolsas são concedidas pela Capes, no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Piso salarial – Para o Ministério da Educação a valorização do professor passa fundamentalmente pela adoção de um piso salarial nacional adequado à carreira docente. No dia 6 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucional o piso salarial nacional do magistério, atualmente no valor de R$ 1.187,14. A decisão do STF decorre da análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.167, ajuizada em outubro de 2008 pelos governos do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará. Por oito votos a um, o Supremo considerou a constitucionalidade da lei e manteve o entendimento de que o valor deve ser considerado como vencimento básico. A Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008 (Lei do Piso), prevê a adaptação gradual de estados e municípios à remuneração do professores, além de suplementação da União, em caso de necessidade.
A chamada Lei do Piso (nº 11.738/2008) prevê a adaptação gradual de estados e municípios à remuneração do professores. A legislação prevê, ainda, que a União suplemente os recursos, quando necessário. O estabelecimento do piso nacional do magistério é uma das conquistas dos professores.
Autor/Fonte: Webwriter- FACOL/ Assessoria de Comunicação do MEC
Música é um de sete novos conteúdos obrigatórios nas escolas
09/05/11
Conselheiros Nacionais de Educação dizem que só transversalidade das disciplinas permitirá introduzi-los
Nos últimos quatro anos foram acrescentados ao currículo da educação básica mais sete conteúdos obrigatórios. Em 2007, uma lei introduziu direitos das crianças e dos adolescentes. Em seguida, em 2008, entrou história e cultura afro-brasileira e indígena. Logo depois, vieram filosofia e sociologia – estas como disciplinas para o ensino médio – e, ainda naquele ano, música. Em 2010, uma emenda somou artes regionais e um decreto estabeleceu educação financeira.
Para cada novo componente foi dado um prazo de adaptação válido para escolas públicas e privadas. A obrigatoriedade do ensino de música começa no próximo mês de agosto, mas o Ministério da Educação (MEC) criou apenas este mês um Grupo de Trabalho para estabelecer a metodologia de implantação do conteúdo. Enquanto isso, algumas redes contrataram profissionais, outras investiram em projetos fora do horário de aula e a maioria ainda não se adaptou.
Pela lei, não é necessária uma disciplina para música, mas apenas a introdução de conteúdos. Dessa forma, diferentes professores poderiam introduzi-la dentro ou fora do horário de aula.
Liane Hentschke, professora de educação musical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – instituição que é referência na área no País – defende que o mínimo seja um educador com formação específica e equipamentos musicais. “Dá para começar com o laboratório de informática e trabalhar softwares musicais com os quais as crianças já estão habituadas fora da escola, mas é importante ter um professor com consciência dos objetivos e que saiba introduzir outras músicas” afirma, acrescentando que depois de alguns meses também será necessário apresentar instrumentos.
“É preciso ter pelo menos aparelho de som, DVD, televisão, instrumentos de percussão, de corda, tambores e chocalhos. Para usar a voz, é preciso um profissional que entenda de canto, não é só cantar”, explica.
Ainda assim, ela defende que a música não ocuparia o tempo das disciplinas já existentes, pelo contrário, ajudaria a melhorar a compreensão delas. “Contribui para as capacidades de leitura, comunicação, sociabilidade, ouvir o outro, lógica, interpretação e ainda pode ser uma forma de incluir deficientes diversos”, argumenta.
Solução é integrar
A integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Clélia Brandão, lamenta que o estabelecimento de obrigatoriedade seja traduzido como um imposição de um componente sem conexão com os demais. “A música é fundamental desde a Grécia antiga e queríamos garantir que ela fizesse parte da formação dos jovens, ela agrega e serve para tornar a escola atraente. Agora vemos redes pensando no que dar de forma isolada, por série ou fora do contexto das outras áreas, isso é um modelo falido”, diz.
Para ela, a música deveria integrar turmas diferentes e fazer parte de projetos com conteúdos de várias áreas. “A gente tem sido tradicionalista, tratando o aprendizado como uma série de pedacinhos, isso torna difícil acrescentar algo novo, a sonoridade deveria ajudar a unir e não entrar como outro conteúdo separado”. Ela espera que a equipe formada este ano possa esclarecer este “mal entendido”. “A escola tem que ousar ou estamos perdendo tempo.”
Outro conselheiro, José Fernandes Lima, critica a criação de muitos conteúdos novos. Relator de uma proposta de mudança no ensino médio que daria autonomia às escolas para montar suas grades curriculares, ele diz que os conteúdos devem ser dados de forma integrada e que o próximo passo seria tornar mais difícil a imposição de componentes. “Precisa estabelecer que direitos humanos são conteúdo? E educação a favor da diversidade? São coisas que a escola precisa ensinar pelo exemplo e o tempo todo, casos assim não devem ser colocados como componentes sob o risco de serem tratados apenas na aula específica do assunto.”
CNE aprova diretrizes que flexibilizam ensino médio
09/05/11
Cada sistema de ensino ou escola poderá montar disciplinas conforme o interesse da escola, com ênfases variadas
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta quarta novas diretrizes para o ensino médio. A resolução vai dar liberdade a escolas e sistemas de ensino para que montem a grade curricular mais interessante aos alunos com ênfase em trabalho, ciência e tecnologia e cultura. Emendas serão feitas ao texto original, mas segundo a assessoria do órgão elas apenas esclarecem pontos e não alteram o conteúdo.
A expectativa é que as novas diretrizes criem diversidade de projetos que atraiam os jovens em instituições públicas e privadas. Uma escola pode ter um projeto político pedagógico que enfatiza música, outra física, outra comunicação e o que mais a equipe achar que a comunidade precisa. “Cada escola ou sistema está liberado para dar mais tempo a uma ou outra área sem se prender a cargas horárias. Tem que ensinar matemática, português e outros conteúdos sim, mas pode ser dentro de um projeto sobre o que for melhor para a comunidade, pode ser uma hora ou 200 horas”, explicou o relator da proposta, José Fernandes de Lima. O texto segue agora para homologação do ministro da Educação, Fernando Haddad e deve ser publicado em algumas semanas.
A flexibilização é uma proposta do conselho debatida há 8 meses e que sugere aprendizado por projetos e uma divisão menos rigorosa de disciplinas. Os Estados – responsáveis por 90% das matrículas nesta etapa – já haviam aprovado o projeto apresentado em janeiro. Em São Paulo, o secretário-adjunto, João Cardoso Palma, disse que é “muito favorável” ao agrupamento de disciplinas.
O ensino médio tem os piores indicadores de aprendizado e conclusão da educação brasileira: apenas metade dos matriculados conclui os estudos e 10% aprende o que seria o mínimo adequado segundo as expectativas vigentes.
Aprovadas as diretrizes, novas expectativas de aprendizagem devem ser produzidas menos baseadas em conteúdos muito específicos. Será promovido um debate em todos os Estados para formular quais devem ser as bases mínimas esperadas.
Mais tempo
Um dia antes, a Comissão de Educação do Senado aprovou o projeto de lei aumenta em 20% o tempo de aula anual em todas as etapas, inclusive no ensino médio. As novas diretrizes apoiam esta ampliação e sugerem que parte das horas a mais seja de aulas fora da sala de aula.
Ensino técnico
Na semana passada, um programa de ampliação de vagas em escolas técnicas por meio de financiamento e bolsas, o Pronatec, foi lançado pelo ministro e a presidenta Dilma Rousseff. Apesar de reconhecer a importância do preparo para o mercado de trabalho, educadores questionaram que essa não era a solução para a etapa, que precisava de um currículo mais variado.
“Ensino médio muda se vestibular mudar”, diz representante
09/05/11
Para presidente da Federação das Escolas Particulares, processo seletivo das universidades dita currículo nesta fase
A aprovação de novas diretrizes para o ensino médio só representará uma mudança significativa nos currículos se os vestibulares também mudarem. A avaliação é do presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), José Augusto de Mattos, para quem a principal preocupação das instituições ao montar a grade curricular é dar condições aos alunos de ingressar nas melhores universidades.
Na quarta-feira, o Conselho Nacional de Educação aprovou uma flexibilização maior da etapa. A grade horária de disciplinas e a organização em anos ou semestres poderiam ficar a cargo das escolas conforme cada projeto político pedagógico. A intenção é tornar o currículo mais atraente.
Segundo o representante da Fenep, ainda este mês as mudanças devem ser estudadas pela entidade e em junho o sindicato paulista das escolas privadas fará reuniões nas regionais sobre possíveis mudanças. No entanto, as mudanças podem demorar. “Enquanto os vestibulares exigirem todos os conteúdos, fica difícil enfatizar uma área em detrimento de outra”, diz.
Para Mattos, “a autonomia é benvinda” para evitar a criação de novas obrigatoriedades. “Tem escola com 10, 15 disciplinas, enquanto em outros países o normal é a metade”, diz. Mas ele acha que as diretrizes só vão gerar mudanças significativas se as universidades adaptarem os processos de seleção. “O Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) deveria ter este papel, mas até agora, como todos os problemas acumulados, não mostrou a que veio.”
A diretora do Colégio Albert Sabin, Gisele Magnossão, concorda. “É fato que todos os nossos alunos têm o vestibular como alvo importante e, portanto, a composição é bastante influenciada”, afirma. Para ela, no entanto, algumas instituições podem aproveitar o momento para refletir e decidir por mudanças. “Acho que a proposta de todo mundo repensar sua proposta é interessante.”
“Sempre fizemos assim”
O diretor-presidente do Colégio Bandeirantes e integrante do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, Mauro Aguiar, diz que a autonomia é prevista na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996. “O problema é que o governo federal, irresponsavelmente, acrescentou outras obrigatoriedades e isso foi se perdendo”, reclama.
Segundo ele, o conselho paulista esclareceu que novos conteúdos não precisam ser incluídos como disciplinas, mas as escolas públicas acabaram aderindo. “Entre as particulares, muitas já fazem currículos diferenciados”, defende. Entre elas, está o Bandeirantes que tem três opções de currículo de ensino médio após um 1º ano comum: biológicas, exatas e humanas.
Governo aprova
O ministro da Educação, Fernando Haddad, elogiou nesta quarta a aprovação das novas diretrizes, que ainda serão homologadas por ele. Segundo ele, planos de governo dos últimos anos permitiram visualizar caminhos. Em São Paulo, o secretário-adjunto, João Cardoso Palma Filho, também concorda com as alterações e diz que é a favor do agrupamento de disciplinas.
Apresentação dos Banners da Turma de Pedagogia 2010.2
28/04/11
Na Segunda-feira (14.03.2011) foram apresentados os banners da turma de Pedagogia 2010.2. Após a apresentação a banca examinadora, cada dupla considerou as sugestões e correções da mesma para uma melhor organização do artigo científico, que será apresentado à coordenação no prazo de 30 dias, o referido artigo será o trabalho de conclusão de curso em uma versão final. Essa Apresentação fecha um ciclo de aprendizagem na área acadêmica que tem início ao ingressar no curso de Pedagogia e segue com outros elementos que proporcionam a formação do professor. Essa importante etapa da formação foi vivenciada pelos demais estudantes do curso de Pedagogia que participaram do evento por meio de questionamentos, interagindo com os expositores dos banners.
Oficina de Xilogravura na FACOL
28/04/11
Os alunos do 6º Periodo de pedagogia da FACOL participaram de uma Oficina de Xilogravura realizada no dia 20 de novembro, ministrada pela oficineira Joseana Evangelista, sob a Orientção da Professora Marilene Figueroa Souza. Os alunos tiveram a Opurtinidade de aprender as técnicas e compreender a importância de se trabalhar com atividade de lúdicos as crianças. Para que as mesmas vejam a aprendizagem como prazerosa.




















